…E hoje celebraríamos

…E hoje celebraríamos

…E hoje celebraríamos

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Como fazíamos há 26 anos, tempo que nos conhecíamos e trabalhávamos juntos, hoje, 26 de fevereiro, a pergunta seria: “Onde será a festa? Vamos beber um chopinho gelado e bater um papo?” Hoje seria o dia de celebrar o seu aniversário.
Infelizmente tudo mudou pois, embalados pela tristeza da sua recente perda, não temos nada a comemorar, apenas lamentar.
Nanko era uma figura humana ímpar, de uma enorme grandeza e generosidade de caráter; um ser espiritual, embora ateu, que praticava laboriosamente a maior qualidade cristã; a solidariedade para com os mais pobres, excluídos e marginalizados; os esquecidos e os “intocáveis” desse país.
Nanko possuía o mágico toque de Midas, o que e a quem ele tocava se desenvolvia, progredia e prosperava ou, como ele mesmo dizia, aprendia a voar com as suas próprias asas, da mesma forma que o emblemático símbolo institucional, o pássaro do IBISS.
Nanko enxergava para além das aparências e convenções; possuía uma visão social política, crítica e provocante, sendo um homem à frente do seu tempo e que fazia escolhas intuitivas, às vezes controversas e polêmicas, e por isso mesmo, era muitas vezes mal compreendido e duramente criticado. Aos seus críticos e opositores, ele confrontava com mais ousadia e inovações, gerando com essa atitude, em contrapartida, o respeito, carinho e gratidão das populações mais necessitadas, os “ninguéns”, que ele entendia e acolhia como poucos.
Com a sua precoce partida, Nanko nos deixou o seu legado pessoal, íntimo e institucional. Agora caberá a todos nós, que fomos tocados por ele, honrar sua memória e dar continuidade ao seu trabalho.

Carlos Basilia

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